O Progresso Científico
Os fantásticos progressos científicos conseguidos nos últimos 50 anos têm vindo a desenvolver significativamente as nossas visões de um futuro digital. Este fenómeno é, apesar de tudo, recente na história da humanidade. Iniciado por volta de 1800, com raras excepções anteriores de vulto como Leonardo da Vinci, o processo de previsão da evolução tecnológica parece ter sido quase sempre gerado a partir do mesmo progresso tecnológico.
Hoje em dia, a escala e o risco deste jogo são enormes. O investimento em investigação tecnológica, só nos Estados Unidos, é de 160 mil milhões de dólares por ano. Há cerca de 33 milhões de patentes no mundo e 1 milhão de novas patentes é adicionado a este número todos os anos. O risco envolvido é também de vulto: cerca de 80% dos novos produtos não chegam a ser um sucesso comercial e aqueles que o atingem estão cada vez mais ameaçados de obsolescência tecnológica, o que não seria tão terrível se não se tivessem com isto perdido também completamente de vista os maiores sucessos de avanço tecnológico das últimas décadas, como os telemóveis ou os interfaces gráficos (Dados segundo o IDC). Não há estrelas da previsão tecnológica, ao contrário do que acontece nos mercados bolsistas.
O obstáculo fundamental para a previsão tecnológica é o de que o percurso de evolução de uma tecnologia está pejado de bloqueios e de elementos desconhecidos; muitas tecnologias morrem mesmo antes de sair dos laboratórios, outras, embora promissoras e desenvolvidas sob a forma de investigação pura, são vulneráveis a cortes orçamentais, as tecnologias que chegam ao mercado e não têm compradores garantidos e muitas vezes não os conseguem encontrar; muitas ainda nascem nos berços mais improváveis, resultado de simbioses estranhas de diferentes ramos da ciência, ou não se desenvolvem simplesmente porque os custos de mudança dos consumidores para a nova tecnologia ainda são demasiado elevados.
A principal diferença entre as previsões tecnológicas e a ficção científica é a de que as primeiras são, por vezes, vendidas erradamente como ciência. A segunda não tem essa pretensão.
Por outro lado, só tendo por base esta noção de Capital Conhecimento é que as Sociedades de Capital de Risco se poderão assumir como um instrumento determinante no desenvolvimento das Tecnologias de Informação e simultaneamente um elo fundamental na formação da Sociedade do Conhecimento.
















