Henry Mintzberg (MINTZBERG, 1979) define a organização como um sistema e descreve as cinco partes básicas das organizações e as suas funções, como um fluxo de materiais, de informação e de processos de decisão. As cinco partes das organizações são: o centro de operações, a estratégia, a linha média, a tecno-estrutura e o “staff” de suporte.
O centro de operações compreende as operações que realizam o trabalho básico da organização. Elas obtêm os “inputs”, transformam os “inputs” em “outputs” e distribuem os “outputs”.
A gestão da organização é feita a nível estratégico, médio e da tecno-estrutura. O nível estratégico é o da gestão de topo. Esta é responsável pela definição da estratégia e dos objectivos e por assegurar que a organização cumpra a sua missão, bem como pela decisão dos recursos, resolução de conflitos, divulgação da informação e servir de porta-voz da organização.
A gestão de nível intermédio compreende os directores que estão abaixo da gestão de topo e são responsáveis pela implementação e controle da estratégia, ou seja, pela coordenação e controle das actividades, dentro das unidades funcionais.
Eles alocam recursos, controlam o atingir ou não dos objectivos, iniciam a mudança, tratam dos conflitos, gerem o ambiente e contactam com o exterior, ou seja, servem todas as necessidades da sua unidade funcional.
A tecno-estrutura engloba os analistas que ajudam a standardizar o trabalho dentro da organização, de forma a manter o controle dos “outputs” e a adaptar o ambiente, ou seja, são os grupos da tecno-estrutura que standardizam os processos de trabalho.
O quinto grupo na organização é o “staff” que é responsável pelo suporte do centro de operações exteriores dos fluxos de trabalho, ou seja, o registo de todas as transacções. Este grupo engloba pessoas que exercem funções, tais como a pesquisa e desenvolvimento, marketing, etc.
As cinco partes da organização podem ser juntas pelos fluxos da autoridade, do trabalho material, da informação e do processo de decisão. Ao nível operacional, são produzidos os fluxos de trabalho do registo e controle das transacções. Os fluxos de controle de informação do nível operacional para o nível intermédio de gestão servem como “feedback”.
A informação de retorno passa através de cada nível da hierarquia e torna-se cada vez mais agregada (sumariada) até que atinja o nível de topo. Tipicamente a informação acerca de excepções passa para cima, através da hierarquia, até que atinja o gestor que tem a autoridade formal para resolver a situação. Por sua vez os fluxos de comando descem do topo para o nível médio da gestão e para o nível operacional.
Os fluxos formais de informação são complementados com os fluxos informais de informação e que são intangíveis e especulativos e não fazem parte do sistema formal de informação para a gestão. As redes de comunicação de informação podem muitas vezes circunscrever-se a cadeias formais de comando.
Pode ver-se que as organizações estão estruturadas de várias formas e os níveis de gestão entre cada uma das estruturas organizacionais inclui a gestão de topo, a gestão intermédia e a gestão operacional. Cada nível da gestão precisa de tomar decisões. A decisão envolve acção e afectação dos recursos.
As decisões são tomadas a todos os níveis da gestão. A nível operacional tomam-se as decisões com impacto no dia a dia; a nível intermédio tomam-se as decisões de controle de cada área para atingir os objectivos, a nível de topo tomam-se as decisões de médio e longo prazo que afectam toda a organização, o que implica o uso da informação, para a tomada de decisão.